Rua do Souto, rua pedonal do centro histórico de Braga
Guia de Braga

Braga em 48 horas

Dois dias chegam para conhecer Braga sem pressa: um dia para o centro histórico e a cidade romana, outro para os santuários do Bom Jesus e do Sameiro e para um mosteiro nos arredores. O segredo é dormir na cidade, porque Braga muda quando os grupos de excursão partem, ao fim da tarde.

Vale a pena ficar uma noite em Braga?

Sim. Num dia de excursão a partir do Porto vê-se a Sé e sobe-se ao Bom Jesus, mas perde-se o melhor: o centro ao fim da tarde, as ruas pedonais vazias e uma manhã no Bom Jesus antes de chegarem os autocarros. Com uma noite, ganha-se tempo para os monumentos que quase ninguém visita, como o Mosteiro de Tibães ou a Capela de São Frutuoso.

Dia 1 — O centro histórico e a Braga romana

O primeiro dia faz-se a pé. Quase tudo está a menos de 15 minutos de caminhada da Rua do Souto.

Manhã: Sé de Braga e Arco da Porta Nova

A Sé de Braga, do século XI, é o ponto de partida natural: claustros, capelas e um museu de arte sacra. Ao sair, siga até ao Arco da Porta Nova, a antiga entrada da cidade, e volte pelas ruas estreitas que descem para o centro.

Ao meio-dia: o Mercado Municipal

A Praça, o mercado municipal renovado, abre de terça a sexta das 7h às 17h e ao sábado das 7h às 14h (fecha domingo e segunda). Tem uma zona de restauração, a Mesa na Praça, aberta até mais tarde.

Tarde: Bracara Augusta

Braga foi a romana Bracara Augusta. Para a ver, junte três paragens: o Museu D. Diogo de Sousa, com os achados das escavações da cidade; as Termas Romanas do Alto da Cividade, com as ruínas de banhos públicos e, ao lado, um teatro romano em escavação; e a Fonte do Ídolo, uma fonte do século I esculpida na rocha, hoje protegida por um pequeno centro interpretativo.

Fim de tarde: Biscainhos e Jardim de Santa Bárbara

O Palácio dos Biscainhos é um museu-casa nobre com jardins barrocos. Termine no Jardim de Santa Bárbara, encostado à ala medieval do Paço Arquiepiscopal: é um dos jardins mais fotografados da cidade e fica a dois minutos da Rua do Souto.

Noite

Veja a programação do Theatro Circo, a sala de espetáculos inaugurada em 1915 que continua a ser o centro cultural da cidade. Depois, o centro histórico é calmo e caminhável até tarde.

Dia 2 — Bom Jesus, Sameiro e um mosteiro escondido

Manhã cedo: Bom Jesus do Monte

O Santuário do Bom Jesus do Monte, Património Mundial da UNESCO desde 2019, fica numa encosta a leste da cidade. A escadaria barroca, com 581 degraus, sobe em ziguezague entre fontes e capelas. Para descer ou subir, há o elevador do Bom Jesus, um funicular movido a contrapeso de água, inaugurado em 1882. Chegue cedo: a meio da manhã chegam os grupos.

Sameiro

A sete minutos de carro, o Santuário do Sameiro é o ponto mais alto de Braga, com vista sobre a cidade e, em dias limpos, até à serra do Gerês.

Tarde: Mosteiro de Tibães ou Capela de São Frutuoso

O Mosteiro de São Martinho de Tibães, a cerca de 6 km do centro, foi a casa-mãe dos beneditinos em Portugal: igreja, claustros e uma grande mata para caminhar. Abre de terça a domingo. Em alternativa, a Capela de São Frutuoso, em Real, é uma pequena capela visigótica do século VII, monumento nacional desde 1944, e um dos edifícios mais antigos do país.

Joias escondidas

  • Sete Fontes — o sistema de abastecimento de água construído entre 1744 e 1752, com galerias subterrâneas e as chamadas mães de água. Monumento nacional desde 2011; as galerias visitam-se em visitas guiadas.
  • Livraria Centésima Página — livraria com café e jardim interior, numa casa barroca da Avenida Central.
  • gnration — centro de artes contemporâneas, música e tecnologia, instalado no antigo edifício da polícia.

O que comer e beber

  • Frigideiras — pastéis folhados recheados de carne. As Frigideiras do Cantinho fazem-nas desde 1796.
  • Pudim Abade de Priscos — pudim de gemas com vinho do Porto e toucinho, criado no século XIX pelo abade de Priscos, uma freguesia de Braga.
  • Vinho Verde — Braga está no coração da região dos Vinhos Verdes; peça um alvarinho ou um loureiro da região.
  • Cafés históricos — o Café A Brasileira, aberto desde 1907, e os cafés da Praça da República.

Com mais um dia: arredores

  • Guimarães — centro histórico Património Mundial, a cerca de 30 minutos de carro.
  • Citânia de Briteiros — povoado fortificado da Idade do Ferro, entre Braga e Guimarães.
  • Parque Nacional da Peneda-Gerês — cerca de uma hora de carro, para caminhadas e cascatas.
  • Ponte de Lima e Barcelos — vilas do Minho a menos de 45 minutos.

Onde ficar

Para fazer este roteiro a pé, fique no centro histórico. O Senat fica na Rua do Souto, a poucos passos da Sé e do Jardim de Santa Bárbara: dez quartos só para adultos, um jardim privado de 600 m² e o Salão Egípcio, pintado em 1937. Para comparar as zonas da cidade, veja onde ficar em Braga; para planear a viagem, como chegar a Braga.

Perguntas frequentes

Quantos dias são precisos para visitar Braga?
Dois dias chegam para o essencial: um dia para o centro histórico e a Braga romana, outro para o Bom Jesus, o Sameiro e Tibães. Com três dias, junte Guimarães ou o Gerês.
Dá para ver Braga numa visita de um dia a partir do Porto?
Dá para ver a Sé e o Bom Jesus, mas fica de fora o centro ao fim da tarde e os monumentos dos arredores, como Tibães ou São Frutuoso. Uma noite na cidade muda a experiência.
Como se chega ao Bom Jesus a partir do centro?
De carro ou táxi em cerca de 15 minutos, ou de autocarro urbano. Lá em cima, sobe-se a escadaria a pé ou usa-se o elevador do Bom Jesus, o funicular de contrapeso de água inaugurado em 1882.
O que é obrigatório provar em Braga?
As frigideiras, o pudim Abade de Priscos e um Vinho Verde da região. O Mercado Municipal (a Praça) é um bom ponto de partida.
O centro histórico de Braga é pedonal?
Grande parte é. A Rua do Souto, a Sé e o Jardim de Santa Bárbara ficam numa zona pedonal; quem vem de carro deve deixá-lo num parque, como o do Campo da Vinha.
Qual é a melhor altura para visitar Braga?
Primavera e outono, para caminhar com bom tempo. A Semana Santa e o São João, em junho, são as épocas mais animadas e também as mais concorridas.
Ficar no Senat

Uma base tranquila no centro histórico

Dez quartos só para adultos, um jardim privado e o Salão Egípcio, a poucos passos da Sé.

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